Dia 6 de junho de 2026
A FLIPEI realizará o Estaleiro Pirata - Carapicuíba em colaboração com a Oca Escola Cultural, um espaço que desde os anos 90 fortalece uma educação viva, conectada com a arte, a comunidade e as culturas brasileiras. Localizada na Aldeia Jesuítica de Carapicuíba, a Oca constrói, junto com crianças e jovens, um aprendizado que mistura corpo, música, imagem e palavra, tudo em diálogo com o território. Nessa parceria, a FLIPEI chega somando: ativando literatura independente, troca de saberes e criação coletiva com quem já faz da cultura um modo de existir. É encontro de gerações, de quebrada e de imaginação.
A programação é totalmente gratuita! É só chegar!
Aos moldes da Feira do Livro Independente realizada na edição oficial da FLIPEI, a Feira de Livros e Economia Criativa será de acesso totalmente gratuito, permitindo que pessoas de diferentes faixas socioeconômicas participem, interajam e consumam na feira. Além disso, não haverá taxa de inscrição para editoras, autores(as) e demais expositores(as) que desejarem expor seus livros e produtos, estimulando a economia criativa local ao proporcionar um espaço democrático de circulação e venda dentro do Estaleiro Pirata.
Anônimas apresentam Histórias Aladas: “Gatos Alados”, de Ursula K. Le Guin, e “Dezembro e a História do Livro sem Mãos”, do Subcomandante Marcos
“Gatos Alados”, de Ursula K. Le Guin, é uma aventura sobre 4 gatinhos que nasceram com asas! Sua mãe, Dona Jane Malhada, não consegue explicar a razão disso, mas sabe que asas são para voar, e então envia seus filhotes em busca de um lugar melhor para viver.“Dezembro e a História do Livro sem Mãos”, foi contada pelo Subcomandante Insurgente Marcos. Vamos conhecer a menina Dezembro, que se depara com um livro... que voa! A partir daí, tenta descobrir como fazer para conseguir tê-lo em suas mãos. Com a ajuda do Coruja e de sua dinossau... ops, cachorrinha Panfililla, ela vai atrás de resolver esse mistério.
Narradores Mirins
O Grupo de Narradores Mirins da Oca Escola Cultural nasceu em 2003, composto por crianças e adolescentes que frequentam o Pontão. “Rosa Aluanda - Histórias Ancestrais”, trazem uma expressão cultural brasileira que incorpora elementos de realeza e fantasia. O repertório de histórias inclui contos de origem africana, cada um carregado com o poder da imaginação e a sabedoria ancestral.
O Centro de Cultura Brasileira irá praticar o repertório da dança e música da Cultura Pernambucana, sendo composta por adolescentes, jovens e adultos da comunidade da Aldeia de Carapicuíba.
Thiago Torres, o Chavoso da USP, é um influenciador e cientista social que viralizou ao levar a estética da periferia para a universidade e vice-versa. Ele usa as redes sociais para desmistificar a vida acadêmica e debater política, raça e classe com uma linguagem acessível e direta. Seus conteúdos são ferramentas de emancipação que mostram que o pensamento crítico e a produção de conhecimento também pertencem à juventude periférica. Na FLIPEI, ele é uma voz fundamental para conectar literatura e a realidade das quebradas.
Leandro Karaí Mirim é indígena do povo Guarani, mestre em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP) e supervisor de comunicação do Museu das Culturas Indígenas. Sua trajetória articula comunicação, arte, caminhada e incidência institucional na construção de narrativas indígenas contemporâneas comprometidas com memória, território, sustentabilidade e transformação social. Sua caminhada investiga as formas de produção do racismo contra povos indígenas, com foco no papel da linguagem, da mídia e das instituições na construção de estereótipos e apagamentos. No Museu das Culturas Indígenas, atua no desenvolvimento de estratégias narrativas e projetos culturais voltados à valorização dos saberes e do protagonismo indígena. Também desenvolve ações de formação, educação e comunicação pública, fortalecendo o diálogo entre culturas indígenas, universidade e sociedade.
Lucilene Silva é mestre e doutoranda em Música na UNICAMP, pesquisadora do Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa, membro do Conselho Diretivo do Grupo ICTM de Estudos de Música e Dança da América Latina e Caribe. Desde 1998 pesquisa e documenta a Cultura Infantil e Música da Infância no Brasil e em outros países da América Latina. É Coordenadora Geral da Oca Escola Cultural, onde é responsável pelo Centro de Estudos e Irradiação da Cultura Infantil. Representa em São Paulo a Casa das 5 Pedrinhas, fundada pela etnomusicóloga Lydia Hortélio, integra a equipe gestora da Casa Redonda Centro de Estudos e é educadora do Instituto Brincante. Entre outras publicações e materiais audiovisuais, é autora do livro Eu vi as três meninas, música tradicional da infância na Aldeia de Carapicuíba, que em 2015 recebeu o prêmio IPHAN de Salvaguarda do Patrimônio Imaterial. Integrou a Cia Cabelo de Maria com participação nos CDs Cantos de Trabalho volumes I e II, Baianás e São João do Carneirinho; participou do filme Tarja Branca, uma revolução que faltava, produzido pela Maria Farinha Filmes e do filme Mitã, uma poética da infância brasileira, produzido pelo Espaço Imaginário.
O Sarau do Binho é um dos movimentos literários e artísticos mais tradicionais da periferia de São Paulo. Criado há mais de duas décadas pelo poeta Robinson Padial, o "Binho", e sua companheira Suzi Soares, produtora cultural, o projeto nasceu na região do Campo Limpo (zona sul) com o lema transformador: “Uma andorinha só não faz verão, mas pode acordar o bando todo”. O encontro funciona como um polo de resistência cultural, de fomento à leitura e consciência cidadã por meio do microfone aberto.
OCA Escola Cultural, localizada nas imediações de um patrimônio histórico - a Aldeia Jesuítica de Carapicuíba, datada de 1580 - a Oca Escola Cultural foi criada em 1996 por um grupo de profissionais em busca de uma educação brasileira pautada numa metodologia de trabalho que vê o aluno de forma integral. Suas ações acontecem em diálogo com a escola, a família e a comunidade através de um repertório gestual, plástico, musical e literário da cultura brasileira e da cultura da infância, com o objetivo de garantir às crianças, adolescentes e jovens o direito ao desenvolvimento integral através da arte como prática que legitime a consciência de si, do outro e da comunidade, valorizando a riqueza cultural desse lugar habitado predominantemente por migrantes.
Local
Local: Oca Escola Cultural
Rua Xapuri, 600, Jardim Colonial, Carapicuíba-SP, 06343-020
Contato: contato@ocaescolacultural.org.br / (11)93245-2587