Dia 27 de junho de 2026
O Estaleiro Pirata – São Carlos chega em parceria com o Festival Manifesta, somando forças para uma imersão entre música e literatura independente. Entre shows, bate-papos e encontros, a programação busca ativar novas conexões e fortalecer a cena local. Nesse estaleiro, palavra e som caminharão juntos como prática coletiva e revolucionária!
Todas as ações são gratuitas, é só chegar!
Dia 26 de julho (sexta-feira) | Auditório da UFSCar
Os últimos anos trouxeram muitas inovações nos modos e práticas de produção cultural no Brasil. A pandemia, as novas legislações (Lai Aldir Blanc, Lei Paulo Gustavo, Política Nacional Aldir Blanc), assim como os marcos legais do Sistema Nacional de Cultura e do Marco Regulatório do Fomento à Cultura modificaram profundamente o entendimento e as formas de se lidar com as políticas públicas no país, e consequentemente, com a forma como os trabalhadores e trabalhadoras da cultura se organizam para pleitear suas formas de produção ou reconhecimento. Nesta roda de conversa vamos mapear essas mudanças, dialogar com os interessados e mitigar dúvidas dos participantes frente às novas formas de produção que se impõem aos nossos desejos de ação cultural
Sobre Zé Renato
Artista-produtor, Mestre em Comunicação e Semiótica (2007) e Graduado em Comunicação das Artes do Corpo (2004), ambos pela PUC-SP. Atua profissionalmente como produtor há mais de 20 anos. Em 2012 fundou a Cais Produção Cultural, produtora com a qual desenvolve os projetos com artistas de teatro, dança, circo, música e outros. Participou da Elaboração e Implementação da Lei Aldir Blanc no municipio de SP e atua em diversos grupos de auxílio popular para acesso às políticas de cultura.
Dia 27 de julho (sábado) | Estação Ferroviária de São Carlos
Aos moldes da Feira do Livro Independente realizada na edição oficial da FLIPEI, a Feira de Livros e Economia Solidária será de acesso totalmente gratuito, permitindo que pessoas de diferentes faixas socioeconômicas participem, interajam e consumam na feira. Além disso, não haverá taxa de inscrição para editoras, autores(as) e demais expositores(as) que desejarem expor seus livros e produtos, estimulando a economia criativa local ao proporcionar um espaço democrático de circulação e venda dentro do Estaleiro Pirata.
Sobre EconoSol
O Movimento de Economia Solidária de São Carlos reúne empreendimentos coletivos, trabalhadores, apoiadores e instituições comprometidas com a construção de uma economia mais justa, democrática e sustentável. Fundamentado nos princípios da cooperação, da autogestão, da solidariedade e do comércio justo, o movimento promove ações de fortalecimento dos empreendimentos solidários, fomenta espaços de comercialização, formação e participação social. É uma articulação coletiva organizada com o Fórum e o Conselho Municipais ativos desde 2005 e 2011, respectivamente, que promove redes de comercialização, como a Feira Permanente de Economia Solidária da Praça XV, formações e fomento aos Empreendimentos de Economia Solidária, por meio do Departamento de Economia Solidária e Centros Públicos.
Livro "Ideias para renovar as esquerdas"
Como superar a posição defensiva em que se encontram as esquerdas? Como recuperar sua vitalidade transformadora e seu protagonismo social para enfrentar um tempo histórico que exige audácia? Este livro é uma boa contribuição para buscar respostas a essas perguntas". Álvaro Garcia Linera?A Editora Contracorrente tem a satisfação de anunciar o lançamento do livro "Ideias para renovar as esquerdas", do historiador e cientista político Juliano Medeiros. Em um mundo marcado por crises profundas, o autor parte da incômoda constatação de que as correntes hegemônicas da esquerda têm falhado em interpretar as mudanças atuais e, por isso, vêm sendo vistas não como solução, mas como parte do problema. A obra propõe um caminho de renovação que vai além de ajustes superficiais ou da simples moderação política. Trata-se de repensar profundamente ideias, práticas e formas de organização, enfrentando dilemas centrais como o programa político, as novas dinâmicas de militância e a formação de lideranças. Ao mesmo tempo, o livro dialoga com as novas forças sociais que emergem fora dos espaços tradicionais, de movimentos feministas e ambientais a lutas antirracistas e indígenas. Entre o esgotamento da ordem neoliberal e a urgência de alternativas reais, este é um chamado à reconstrução das esquerdas como projeto de transformação radical da sociedade. Mais do que um diagnóstico, a obra é um convite à ação e à coragem de imaginar um novo mundo possível.
Sobre Juliano Medeiros
Historiador, Doutor em Ciência Política pela Universidade de Brasília e professor convidado da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESP-SP). Ex-líder estudantil, foi dirigente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e presidente da Fundação Lauro Campos-Marielle Franco. Membro da Direção Nacional do PSOL por 15 anos, foi assessor parlamentar em Brasília e coordenou a Liderança do partido na Câmara dos Deputados. Em 2017 foi eleito presidente nacional do Partido Socialismo e Liberdade, cargo que ocupou até o fim de 2023. Coordenou a campanha de Guilherme Boulos à Presidência da República em 2018 e à prefeitura de São Paulo em 2020. Em 2022 foi candidato suplente ao Senado, ao lado do ex-governador Márcio França. Na mesma eleição, participou da coordenação de campanha do presidente Lula e, após sua vitória, integrou a equipe de transição do novo governo. É coautor de “Cinco mil dias – o Brasil na era do lulismo” (Boitempo Editorial, 2017) e autor de “A nova esquerda na América Latina: partidos e movimentos contra o neoliberalismo” (Autonomia Literária, 2022). Participou de diversos meios de comunicação progressistas, com destaque para o ICL Notícias. Atualmente é Diretor-Presidente do Instituto Futuro e presidente da Federação PSOL-Rede, sendo uma das vozes mais respeitadas entre os partidos progressistas da América Latina. Obras: A Nova Esquerda na América Latina (Autonomia Literária, 2022); Cinco Mil Dias: o Brasil na era do Lulismo (Boitempo, 2017); Um partido necessário – 10 anos de PSOL (FLC, 2015); Um mundo a ganhar (Multifoco, 2013).
Sobre as Sound Sisters
Há mais de 15 anos na estrada, a Sound Sisters amplifica a força das mulheres na cultura reggae com seleções em vinil que passeiam do Roots ao Dancehall. Para essa apresentação especial, recebe a potência de Nega MC, poeta, rapper e uma das principais vozes da cultura periférica de São Carlos. Entre graves, versos e resistência, o encontro celebra a força da cultura negra, das mulheres e da arte produzida nos territórios, uma união que transforma a cidade todos os dias.
Sobre Nega MC
Poetisa desde os 9 anos e voz ativa do rap desde a infância, Thalita “Nega MC” é uma artista de São Carlos (SP) cuja trajetória se entrelaça com a luta por justiça social e transformação por meio da cultura. Mulher preta, mãe e LGBTQIA+, Nega MC construiu uma carreira marcada pela potência de suas palavras e pela urgência de suas mensagens, usando o rap como forma de dialogar com a realidade das periferias e transformar vivências em arte.
Reconhecida por sua expressividade lírica e engajamento comunitário, foi a primeira mulher a representar São Carlos na final estadual do SLAM SP, em 2019, um dos maiores campeonatos de poesia falada do país. Como artista solo, já foi contemplada duas vezes com o Prêmio Aldir Blanc e recentemente com a Lei Paulo Gustavo, consolidando seu papel na cena cultural independente. Nega MC é fundadora e liderança do Coletivo Hip Hop Salva, criado em 2018 como resposta direta à violência policial contra a juventude preta e periférica. A partir de sua visão, o coletivo tornou-se um polo cultural que articula ações de resistência e protagonismo, como a Batalha do Bicão, o Sarau Minas de Ouro (primeiro da cidade focado em mulheres e pessoas LGBTQIAP+) e o Festival Hip Hop Salva — marco no calendário cultural da região.
Atualmente, Nega MC integra a Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop SP, fortalecendo a atuação em rede e a representatividade feminina na cultura urbana. Sua trajetória inspira e transforma, reafirmando o Hip Hop como ferramenta de vida, luta e construção de novas possibilidades.
A Batalha da Alcateia ocupa o espaço durante o Sound System com intervenções poéticas e rimas afiadas. Uma convocação para aquecer a mente e o coração, ampliando a escuta, a presença e a potência coletiva do encontro.
Sobre a Batalha da Alcateia
A Batalha da Alcatéia é um coletivo de batalhas de rima realizado semanalmente às quartas-feiras, às 19h, na Praça Brasil, em São Carlos (SP). Promovido desde 2017, o encontro se consolidou como um dos principais polos da cultura hip-hop do interior paulista, reunindo MCs, DJs, público jovem e artistas da cena urbana local em atividades abertas, democráticas e gratuitas. A apresentação é composta por batalhas de rima freestyle, com temáticas livres ou sociais, conduzidas por um mestre de cerimônias e julgadas por uma banca especializada ou pelo público presente. A dinâmica inclui ampla participação popular e momentos de interação artística. Seu objetivo é valorizar a cultura hip-hop como ferramenta de transformação social, fomentar espaços de convivência comunitária e democratizar o acesso à arte urbana por meio da ocupação dos espaços públicos. O público-alvo abrange jovens e adolescentes das periferias urbanas, frequentadores da cena hip-hop, estudantes, artistas locais e a população em geral. A atividade é gratuita, inclusiva e acessível. O repertório é dinâmico e construído em tempo real, a partir das rimas improvisadas pelos MCs participantes. As temáticas podem ser definidas previamente ou surgir espontaneamente, de acordo com os objetivos, o teor e o contexto de cada evento. Com mais de 290 edições realizadas, a Batalha da Alcatéia firmou-se como um espaço de potência criativa, visibilidade da juventude negra e fortalecimento da cultura popular. A iniciativa leva a arte de rua para o centro da cidade, ocupando os espaços públicos com poesia, ritmo e voz.
Ideias em Revolta: educações populares pela transformação social
Quem produz conhecimento e transforma a educação? Nesta conversa, Chavoso da USP e Róbson Pereira da Silva aproximam universidade, quebrada, cultura e educação popular para refletir sobre os saberes que nascem da experiência coletiva e desafiam desigualdades históricas. Entre pedagogias negras, vivências periféricas e práticas de resistência, a mesa convida o público a imaginar formas de aprendizagem comprometidas com a transformação social.
Sobre o Chavoso da USP
Thiago Torres, o Chavoso da USP, é um influenciador e cientista social que viralizou ao levar a estética da periferia para a universidade e vice-versa. Ele usa as redes sociais para desmistificar a vida acadêmica e debater política, raça e classe com uma linguagem acessível e direta. Seus conteúdos são ferramentas de emancipação que mostram que o pensamento crítico e a produção de conhecimento também pertencem à juventude periférica. Na FLIPEI, ele é uma voz fundamental para conectar literatura e a realidade das quebradas.
Sobre Robson Pereira da Silva
Historiador e professor do Departamento de Ciências Sociais e do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da UFSCar. Com um olhar voltado à História Cultural, coordena a Unidade Especial de Informação e Memória (UEIM) e a vice-coordenação do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (NEAB). Sua pesquisa investiga a performance de contraviolência construídas por intérpretes da MPB, como Ney Matogrosso e Elis Regina, durante a ditadura militar. Líder do Laboratório de Estudos Culturais, Interseccionais e Históricos – “Leci Brandão” (LECIH), Róbson orienta investigações sobre as articulações entre raça, classe e gênero na história social brasileira. Em 2025, presidiu a comissão que concedeu o título de Doutora Honoris Causa à Leci Brandão, cujas composições define como "teses defendidas contra a injustiça social". É também o idealizador do podcast Audiografias Brasileiras.
Banda autoral do interior paulista, com influências das mais variadas, a IVO e os Passageiros, busca uma nova proposta para o indie brasileiro.
Desde seu primeiro show vêm fazendo barulho na cena da região e conquistando espaço. Com shows que conquistam cada vez mais público - e sonoridade que varia do samba ao emo, misturando autorais e covers únicos - a banda já está produzindo seu primeiro disco, com o primeiro single e clipe previstos para o início de 2026.
Um Power Trio composto por Pedro Ivo na guitarra e no vocal e seus passageiros: Isabela Gallinari no baixo e vocais secundários e Luca Loucura na bateria.
É uma banda para ouvir de madrugada, na saideira de um bar ou no último ônibus da noite.
Uma banda brasileira de hardcore melódico que se formou em Vitória, no ano de 1991. É composto atualmente por Rodrigo Lima e os paulistas Marcos Melloni, Ricardo Mastria e Igor Tsurumaki. A banda se tornou notória por seu posicionamento político expresso em favor de pautas progressistas.
Sobre o Festival Manifesta
O Festival ManiFesta 2026 consolida-se como um dos acontecimentos mais potentes e singulares do calendário de São Carlos, destacando-se fundamentalmente por sua essência política e de mobilização social. Realizado no complexo histórico da Estação Ferroviária, o evento transcende o formato tradicional de entretenimento e se afirma como um ato político-cultural coletivo. É um espaço de resistência e debate público, concebido para dar voz e corpo às pautas da juventude trabalhadora e universitária, defendendo o ecossocialismo, a diversidade, a descolonização e a justiça social.
O festival carrega em sua identidade e história uma forte narrativa de enfrentamento e florescimento. O nome vincula de maneira direta a energia organizativa da Juventude Manifesta e da Primavera Socialista à mística de Mani - a ancestral feminina da terra e do sustento popular -, transformando o espaço público em um território de disputa de ideias e construção de alternativas democráticas. A identidade visual arrojada, fundindo a vivacidade do pink e do verde neon com a organicidade da terra, reflete um festival combativo, sintonizado com os movimentos sociais da cidade e com o público formador de opinião.
Para além das atrações musicais, o ManiFesta atua como uma arena política de conscientização. Por meio de suas parcerias institucionais, o festival reúne ativistas, intelectuais independentes e movimentos de base para formular frentes de debate sobre racismo estrutural, educação pública e a transição ecológica necessária, tornando-se uma vitrine estratégica para marcas e entidades que se posicionam firmemente na vanguarda da transformação social.
Local
Local: Estação Ferroviária de São Carlos
Praça Antônio Prado, s/n - Centro, São Carlos - SP, 18970-020
Contato: (16) 3373-2700